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Barril de crude ultrapassa os 43 dólares a antecipar maior procura na China e acordo entre os grandes produtores para congelar produção.

O barril de Brent (que serve de referência no mercado europeu) atingiu esta terça-feira o valor mais elevado desde o início do ano, chegando aos 43,33 dólares (38,04 euros) por barril. Nos Estados Unidos, a cotação do crude também ultrapassou a barreira dos 43 dólares (37,75 euros), chegando aos 43,53 dólares (38,21 euros).

Segundo a Reuters, as cotações estão a beneficiar da descida do dólar e da expectativa de que do encontro do próximo domingo entre os países produtores de petróleo saia um acordo para congelar a produção de petróleo e favorecer a recuperação dos preços. A reunião está agendada para Doha, no Qatar, e espera-se que ponha em sintonia quer os países da OPEP, como a Arábia Saudita, quer outros grandes produtores, como a Rússia.

Outro dado que está a favorecer a subida do petróleo nos mercado internacionais diz respeito à expectativa de aumento da procura chinesa. As vendas de automóveis na China aumentaram 8,8% em Março, o que permite esperar um crescimento do consumo de gasolina, já que o mercado chinês é o segundo maior consumidor mundial deste combustível.

Ainda assim, a subida do preço poderá não ter grande sustentação. “O facto de estarmos acima dos 40 dólares e num máximo de vários meses também está a contribuir para a valorização e a induzir alguma especulação”, disse à Reuters Eugen Weinberg, do Commerzbank.

Um dos temas que nos próximos dias poderá ter impacto nas cotações é o da greve de milhares de trabalhadores dos campos de petróleo e gás do Kuwait, que também está agendada para domingo. “Se ainda não é claro qual o impacto que a greve terá nas exportações e na actividade doméstica [como as refinarias], pelo menos é ilustrativa das dificuldades que os produtores [dos países do Golfo] estão a enfrentar com o petróleo aos níveis actuais”, afirmou Olivier Jakob, analista na Petromatrix.

Os preços do crude colapsaram a partir do Verão de 2014, quando estavam na casa dos 100 dólares por barril, penalizados pelo facto de a Arábia Saudita e os seus aliados na OPEP terem inundado o mercado, num momento em que o consumo contraía, para esmagar os produtores norte-americanos de petróleo de xisto.